"Bem-vindo! Enfim, você chegou! Respire fundo. Sorria. Deixe suas preocupações de lado. Receba o melhor que esse mundo tem a lhe oferecer, afinal de contas, você merece. Entre e sinta-se em casa!"




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Lugarzinhos: Museu da Língua Portuguesa




Fotos: Divulgação Museu da Língua Portuguesa

Há pouco tempo fiz uma viagem de trabalho a São Paulo. Uma viagem de alguns poucos dias, mas que me deixou com um gostinho de "quero mais". É impressionante como aquela cidade é grande e como há muito a se descobrir.
No entanto, entre um compromisso e outro de trabalho, consegui realizar rapidamente uma visita ao local que, para mim, deve ser o local mais especial dessa enorme cidade: o Museu da Língua Portuguesa. Por razões óbvias, já que escolhi como profissão o ensino do nosso idioma pátrio.
Acontecia uma exposição sobre a obra de Jorge Amado e a sensação vivenciada por mim foi de total deslumbramento!
Pergunta que não quer calar: como eles conseguem transformar uma vida literária e suas obras em algo tão lindo e subliminar? Está fora do alcance de todo o meu entendimento. Tudo o que sei é que não conseguia parar de admirar. O Brasil retratado por Jorge Amado estava todo lá: a Bahia e suas fazendas produtoras de uma vasta agricultura, o sincretismo religioso, a libertinagem do povo e a mestiçagem de todas as raças que aqui abarcaram. Tudo, tudo mesmo, estava exposto e tocava à alma.
Quando pensava que não poderiam fazer nada melhor, mais surpresas. Havia um filme sobre o surgimento da língua portuguesa a ser visto e narrado pela sempre-tão-maravilhosa voz da atriz Fernanda Montenegro. Me emocionei muito e tive a certeza de que eu tinha feito a escolha certa.  Sabe o que é você ter aquela indescritível sensação de satisfação e plenitude ao se deparar com essa certeza de realização que nos acomete de vez em quando? Foi o que senti.
Para terminar a visita, entrei em uma sala escura onde estavam expostos poemas. Resultado: saí de lá leve, leve e muito feliz.
São Paulo merece visitas minhas mais atentas e não só a trabalho. E o Museu já reservou lugar de destaque em meus Lugarzinhos preferidos. Para ir sempre e mais.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Keep walking...

” É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos! “
[Cecília Meireles]


Caminhar, caminhar e caminhar, sem - no entanto - jamais desistir. Caminhar é realmente para poucas pessoas. Sempre quis encontrar o objeto de meu afeto. Aquele que fosse ser o meu norte, a minha bússola, aquele para quem eu retornaria ao final de mais um dia de labuta e cansaço. Aquele para quem eu não delimitasse barreiras, impusesse limites e construísse defesas. Aquele para quem eu pudesse me mostrar por completo, sem máscaras. Apenas eu como eu sou. E que, esse dito cujo, me aceitasse como sou. Só isso. Nada mais. Até o momento, ainda não encontrei essa pessoa. Talvez nunca encontre. Quem sabe?
Não, caros leitores, há muito eu passei da fase de acreditar nos contos infantis e seus príncipes. Todavia, como quase a grande totalidade de seres residentes nesse planeta, sempre quis alguém que pudesse construir uma história, compartilhar alegrias, dividir tristezas, somar ternuras, multiplicar felicidades. Sempre quis, isso sim, uma pessoa - talvez, esse seja o meu erro - muito melhor do que a média. 
Sim, caros leitores, não tenho um ideal construído, nem acredito em perfeição para seres humanos. A perfeição não pertence a esse mundo. O que busco é alguém que cultive a gentileza e a delicadeza na alma, os bons valores e a educação no coração e o amor e o romantismo no espírito. 
Explico-me: a gentileza e a delicadeza na alma são instrumentos para enfrentar um mundo que anda cada vez mais caótico e doente. Um mundo amargo, ressentido, pesado e que caminha para a decadência quase que completa. Os bons valores são as ferramentas necessárias para continuar de pé, para se erguer diante das adversidades, para continuar a caminhar em meio ao caos e para chegar ao final da estrada e deixar um legado de orgulho e vitórias. Honestidade, sinceridade, compaixão, solidariedade e generosidade.
Finalmente, o  amor e o romantismo faz-se imperativo para se sonhar e fazer os que amamos sonharem. Para distribuir amizade, companheirismo, cumplicidade e lealdade. Para ter um olhar otimista sobre o futuro e não desistir e nem se perder de si mesmo e do outro.
Encontrar uma pessoa que esteja inteira, que não seja somente metade, que queira se doar por completo, que abandone preceitos sem sentido, que desfaça suas defesas e se entregue, é difícil. Praticamente impossível. O que sempre busquei não é um tipo de pessoa específica, mas um tipo de relação específica. Uma relação forte, única, singela, singular, impetuosa, difícil (fácil seria não teria graça!) e avassaladora. Desejo mais. Desejo muito. Desejo melhor.
Creio que não haja uma pessoa nesse mundo que esteja à procura do mesmo que eu. Em realidade, o que observo (sou uma grande observadora!) por aí é o comodismo, a indecisão, a ausência de coragem para se viver algo maior. A maioria fica acomodada em sua zona de conforto. Não almeja ir além. 
Muito provavelmente, não estão sozinhas. Entretanto, também não estão vivendo uma relação plena e nem em companhia da felicidade. Andam de mãos dadas com a infelicidade. Triste fim. Triste sonho. Triste busca.
Ser feliz é o único pacto que devemos fazer conosco. Mas é para poucos. Para os fortes, de alma, coração e espírito. Eu sou um desses. Sorte minha. Azar de muitos. 
Nunca desistir e continuar a caminhar é o segredo. E basta entre caminhos e sonhos de esperanças e fé. 

domingo, 15 de abril de 2012

Life is not a dream

"An assumption develops that you can not understand life and live life simultaneously. I do not agree entirely, which is to say I do not exactly disagree. I would say, that life understood is life lived. But the paradoxes bug me. And I can learn to love, and make love to the paradoxes that bug me. And on really romantic evenings of self, I go salsa dancing with my confusion."

[Monólogo Waking Life, de Timothy Levitch]

"Uma teoria afirma que você não pode compreender a vida e viver a vida simultaneamente. Eu não concordo inteiramente, mas devo dizer que não discordo exatamente. Eu diria que a vida compreendida é a vida vivida. No entanto, os paradoxos me perseguem. E eu posso aprender a amar e fazer amor com os paradoxos que perseguem-me. E em noites realmente românticas comigo mesmo, eu vou dançar salsa com a minha confusão."

[Livre tradução de Rachel B.]

Estava eu refletindo enquanto lia essa parte do monólogo Waking Life de Timothy Levitch e me pus a pensar  mais uma vez sobre os caminhos, algumas vezes felizes e outras nem tanto, que percorremos em nossa vida. A responsabilidade que carregamos ao fazer nossas escolhas, ao não conseguirmos dominar um maior entendimento da grande engrenagem que é viver.
Não nos colocamos à disposição de nossos reais sentimentos, de nossas verdadeiras vontades, de nossos anseios mais profundos. Invariavelmente, nos equivocamos ao nos deixarmos levar por regras, pressões das mais variadas espécies, jogos sociais. No entanto, não paramos para ouvir o que vai por dentro de nós mesmos. E, nossas incoerências, nossos desejos, nossos paradoxos vão ficando adormecidos em algum canto bem lá no fundo.
Estamos sempre nos negligenciando. Estamos sempre nos pondo de lado. Estamos sempre ficando para trás.  Parece que todo o nosso tempo, a nossa energia, o nosso empenho pertence sempre aos outros e nunca a nós mesmos. Ultimamente, tenho percebido essa angústia que invade e domina o peito. Talvez, possamos delegá-la aos tempos modernos, ou ainda a nossa falta de experiência, e também a nossa quase que completa ausência de habilidade para lidar conosco. Fato é que deixamos o melhor escapar por entre nossas mãos, porque somos incapazes de compreender os rumos que ganham vida própria após as nossas fadadas escolhas e os seus como os nossos paradoxos.
A vida, infelizmente, não é um sonho: lindo e perfeito. A vida, ainda bem, é mais. Mais forte, mais alegre, mais inexplicável, mais indescritível. Bom é se deixar levar, bom é abraçar todas as incongruências e todas as suas nuances. Conheço pessoas que são eternas insatisfeitas, outras tantas sempre acomodadas. Reclamam sempre, de tudo. Entretanto, não olham ao redor, não saem em busca de algo maior, melhor. A vida não é para preguiçosos, é para os corajosos de alma e os grandes de coração, pois dá trabalho viver. E como!
Aprender a aceitar a vida como ela é e a lutar para deixá-la um pouco mais ao nosso modo, com o nosso jeito, com a nossa cara é um dos seus mais bem guardados segredos. Chegar ao meio-termo, encontrar o tom do equilíbrio, essa é a chave, o ponto certo.
Então, em noites românticas consigo mesmo, vá dançar salsa, tango e valsa com seus paradoxos. Aprenda - ou reaprenda - a fazer as escolhas de uma forma eficaz, a ser feliz e a seguir seu rumo. Sem medo, sem ansiedade, sem expectativa. Cuide-se e esteja preparado, porque, às vezes, a vida pode surpreender!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Garota do Rio: Percurso Afetivo


Reprodução Manacá, de Tarsila do Amaral

Na seção Garota do Rio recomendo uma visita à exposição Tarsila do Amaral - Percurso Afetivo, no CCBB. O CCBB é um o espaço cultural que mais aprecio no Rio. De belíssima arquitetura, sempre apresenta exposições mais do que interessantes e possui uma programação cultural intensa. Fui visitar e fiquei absolutamente encantada pela primeira exposição individual nos últimos 40 anos no Rio de Janeiro de uma das mais importantes e emblemáticas artistas brasileiras: Tarsila do Amaral.
Tarsila teve seu nome registrado na história da arte brasileira como uma vanguardista com presença marcante no Modernismo Brasileiro envolvendo-se de forma direta nos movimentos Pau-Brasil e Antropofágico.
Fiquei um pouco decepcionada em relação ao tamanho da exposição, pois esperava mais, é verdade. Deixe-me explicar que não em relação a suas obras. Mas, achei-a pequenina. No entanto, me emocionei bastante e chorei ao me deparar com um quadro.
É, caros leitores, essa blogueira que vos escreve, chora ao ler livros, ver filmes, escutar músicas e ao me deparar com belas obras de arte. Sensível demais. Fazer o quê?
Posso dizer que a obra que me comoveu chama-se Os Anjos e retrata belos anjos negros. Um retrato e uma imagem de uma raça que em muito contribuiu para a formação mágica desse país. Também me encantei pelas diferentes matizes de cores que mostram com exatidão o tom do barro e da terra brasileira.
O outro quadro que me fez feliz (sim, fiquei rindo como uma boba diante dele!) foi o da imagem acima: Manacá. Manacá é uma flor singela e que exala um perfume único. Adoro manacá! Quase pude sentir o seu cheiro ao imaginá-la em frente ao quadro. Acredito que Tarsila nunca imaginou que um dia suas obras pudessem causar tamanho impacto e emoção em alguém. 
Realmente, foi um percurso afetivo e tanto! Aprovado e recomendado a todos que possuírem uma grande sensibilidade.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O meu céu tem mais poesia do que o de Ícaro e o de Galileu

É sabido por todos que ando em falta com esse espaço, deveras apreciado por mim. Gostaria muito de aparecer por aqui mais vezes. No entanto, não é por falta de assunto ou de consideração. A minha ausência é simplesmente justificada pela grande demanda que a minha vida pessoal tem exigido de mim e pelo fato de acreditar que existe o tempo exato para que cada coisa tome o seu espaço em nossa vida. Então, acredito igualmente que há tempos de escrever e compartilhar e há tempos de reservar e viver. O segundo tempo é vivido por mim nesse exato momento.
Exatamente por acreditar nessa máxima que tenho refletido sobre um trecho da bela canção dos Paralamas do Sucesso, "Tendo a Lua": "O céu de Ícaro tem mais poesia do que o de Galileu." Reflete, sem equívocos, o paralelo entre a dimensão mítica e trágica de Ícaro e a de Galileu, regida pelas leis da física. Será?
Por vezes, a vida é determinada pelas regras e pelas leis. Nascemos, crescemos, nos reproduzimos e morremos. Esse é o percurso natural da raça humana, segundo os meus professores de Biologia, se bem estou lembrada. Entretanto, qual a explicação dada à mágica - e por quê não dizer, poética? - entressafra orquestrada  pelos nossos desejos, pelos nossos ímpetos, pelas nossas vontades, pelos nossos objetivos e também pelas leis do acaso, do inesperado e do destino? Não há explicações plausíveis para toda uma sorte de coincidências, acontecimentos e adversidades que seguem por entre nossos caminhos e permeiam nossos sonhos. Apenas devemos viver cada situação, cada momento, cada mínimo detalhe e perceber como a existência é plenamente rica e que a jornada vale à pena, apesar de todas as dores, de todos os problemas, de todos os sofrimentos, de todas as perdas.
Nosso entendimento pode estar aquém de toda a nossa vivência, mas é interessante e até mesmo curioso verificar após um determinado período como tudo completa um ciclo, um círculo mesmo. Tudo fica redondinho. Somente a distância necessária nos oferecida com o passar do tempo nos dá essa sabedoria e essa dignidade. Posso afirmar com absoluta certeza que acontece inúmeras vezes em minha vida. Outrora, entrava em desespero diante ao inesperado, sofria de ansiedades várias e questionamentos diversos, relutava em enfrentar os fatos e mal-dizia o fato de existir. Deplorável, não?
Atualmente, consigo perceber a beleza e a poesia de cada minuto, de cada detalhe, de cada dificuldade, de cada conquista, de cada vitória. É como um renascimento. Um renascimento de sentidos, emoções e percepções. É como se olhasse o mundo, as pessoas e os momentos por um novo e desconhecido ângulo. Mais bonito, mais inteligente, mais simples. Tenho fé de que tudo, ao final da estrada, se encontrará em seu devido lugar. 
Tenho orgulho do percurso trilhado por mim até aqui. De quase metade da jornada da vida, olhando para trás, afirmo que foi difícil, foi trabalhoso, foram realmente suadas todas as conquistas almejadas e alcançadas. Quer saber? Como é gostoso! Como é bom! 
Ainda faltam muitas outras conquistas a serem experenciadas, mas consigo sair na rua com um sorriso de orelha a orelha, me congratulando pelo simples fato de estar viva, de estar aprendendo e apreendendo um pouco dessa mística da roda da vida cada vez mais, de ter chegado aonde sempre quis estar lá atrás. Sorrio para vida ao acordar e ver mais um lindo dia de sol a brilhar e a envolver o meu corpo. Sorrio porque estou adquirindo aquela bela e inexplicável sensação de pertencimento, de ter me encontrado e de estar viva para poder apenas viver cada dia assim: sem expectativas. Deixando-me invadir por essa leveza e essa suavidade que me fazem tão bem. Enxergando tudo pela primeira vez. Muito obrigada, Meu Deus! Sem quaisquer dúvidas, o meu céu tem mais poesia do que o de Ícaro e o de Galileu.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

De algum lugar do passado


Lindo e emocionante a leitura da carta que Dan Stulbach fez para si mesmo quando adolescente. Pausa para reflexão sobre o que éramos, o que somos e o que poderemos nos tornar, sobre os diversos caminhos e os infinitos sonhos que carregamos conosco e o assombroso vislumbre do que poderá acontecer depois de nossas escolhas bem feitas ou nem tão bem feitas assim.
Recomendação: antes de assistir, pegue lenços de papel.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Lugarzinhos: Pousada Porto Bananas
















Fotos: Divulgação Pousada Porto Bananas

Eu ando precisando de férias. Sim, eu sei que todo mundo precisa, mas eu realmente ando precisando de  um descanso absoluto, pois venho em um ritmo acelerado e non-stop de acontecimentos em minha vida que tem me deixado estafada. Preciso sim, de pausa. Aliás, adoro pausas. As pausas para mim, nada mais são do que esse ar fresco e puro que entra em nossas vidas e faz todo o mais circular, dá um gás novo, uma nova energia.
Por esse motivo e porque só terei essa tão almejada pausa no feriado do Carnaval, me programei para vivê-la com toda a harmonia e tranquilidade que eu verdadeiramente mereço em Trancoso. Tudo bem que todos os lugares no período do Carnaval são lotados, mas Trancoso faz parte de um roteiro bem selecionado, sem música baiana para arruinar os meus dias e sem a muvuca desnecessária do Carnaval. 
Não, não me entendam mal, caros leitores. Adoro samba, o de raiz. Frequento por vezes rodas de samba, mas detesto Carnaval, apesar de já ter passado inúmeros na Bahia e já ter igualmente assistido a desfiles na Sapucaí no Rio. O que eu gosto e preciso mesmo é de paz, sossego e uma bela natureza para emoldurar o meu sonho de Carnaval. 
Isso posto, fui em busca de destinos bacanas. Havia pensado que tinha descoberto um lugarzinho que, acreditava eu, possuía bastante de mim. No entanto, me decepcionei imenso com tudo. Com o produto oferecido, os serviços e até mesmo uma certa desonestidade por parte do proprietário da pousada que visa o lucro acima de tudo. No entanto, há males que vem para o bem, como diz a sabedoria popular. Acabei trocando de pousada em meio a toda essa confusão e encontrei a Porto Bananas. Atendimento excelente e mais do que acolhedor. Esse lugar é um pedaço de paraíso perdido em meio a toda agitação do Quadrado de Trancoso. O dono, seu Alejandro, é simpático e atencioso. Detalhe: toda a pousada foi projetada por ele que é arquiteto e soube de forma inequívoca integrar o projeto arquitetônico da pousada à Mata Atlântica. Os funcionários cuidadosos e gentis. A Baiana e sua filha Fernanda em especial, são umas fofas de tudo.
A seleção musical é maravilhosa e o café da manhã é simplesmente delicioso! Tapiocas, rabanadas e geleias da casa completam o banquete matinal. Uma linda decoração faz desse cenário um local que não dá vontade de ir embora nunca.
Não há televisão em nenhum dos quartos e tampouco piscina nas dependências da Porto. No entanto, ambos não fazem a menor falta. Afinal, passar os finais de tarde lendo em uma de suas redes ou apenas deitada em uma espreguiçadeira olhando o céu estrelado de Trancoso à noite já fazem um bem danado para a alma.
Resultado: Não recomendo a pousada que fiquei anteriormente para os amigos e nem para os inimigos. No entanto, recomendo muito e sempre a Porto Bananas para todos!


P.S.: Essa postagem foi editada.

sábado, 31 de dezembro de 2011

E que venha 2012!

http://www.youtube.com/watch?v=qk7ueHlAzu8

Ando desaparecida desse blog, pois 2011 não foi um ano nem um pouco favorável para mim. Ao contrário, foi um ano bem difícil em todos os sentidos, pesado mesmo. No entanto, como dizem, quem vive de passado é museu e professor de história e 2012 já está batendo à porta. Isso mesmo, 365 dias novinhos em folha! Novas possibilidades, novas oportunidades, novos projetos, novas esperanças, novas alegrias, novas sensações, novas amizades, novos amores, novas viagens, novos aromas, novos sabores... E o que eu desejo para nós todos? 2012 novos tudo! Tudo de bom e tudo de mais lindo e maravilhoso! 2012 vezes!
Beijos no coração e vamos que vamos!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

De_coração: Cenário de sonhos!






















Fotos: Rejane Wolff

Quem nunca imaginou celebrar o amor e uma união à beira mar? Final de tarde, pôr-do-sol e o barulhinho bom do vai-e-vem das ondas do mar embalando a todos. Romântico de tudo! Essa decoração em tons suaves de rosa e verde conseguiu atribuir ao cenário selecionado aconchego e intimidade, além de um certo ar campestre ao ambiente.
Observem igualmente a riqueza e a perfeição dos detalhes: a bicicleta ornamentada na entrada, o carrinho transformado em mesa de doces, a beleza dos delicados tecidos usados em sous-plats, toalhas e guardanapos, os noivinhos de passarinhos no bolo, as flores suspensas no teto, as velas para iluminar o anoitecer. Para sonhar, sempre e mais!

domingo, 11 de dezembro de 2011

What teachers really want to tell parents

Este artigo abaixo foi escrito por Ron Clark e publicado na página da CNN, em 6 de setembro de 2011. Retrata muito da nossa realidade. Mais do que professores, somos educadores. Somos especialistas em formar seres humanos éticos, dignos e competentes. Somos especialistas em oferecer ferramentas para um grande futuro dos cidadãos que nos são designados como educandos. Então, ouça-nos, nos trate com o respeito merecido e se torne um parceiro da formação de seus próprios filhos. Pois, posteriormente você irá nos agradecer.
O texto está em inglês. Para quem não domina o idioma de Shakespeare, eu sinceramente lamento, mas decidi postar esse artigo aqui na íntegra e em seu idioma de origem. Para quem domina, vale a pena ler e refletir.

(CNN) -- This summer, I met a principal who was recently named as the administrator of the year in her state. She was loved and adored by all, but she told me she was leaving the profession.
I screamed, "You can't leave us," and she quite bluntly replied, "Look, if I get an offer to lead a school system of orphans, I will be all over it, but I just can't deal with parents anymore; they are killing us."
Unfortunately, this sentiment seems to be becoming more and more prevalent. Today, new teachers remain in our profession an average of just 4.5 years, and many of them list "issues with parents" as one of their reasons for throwing in the towel. Word is spreading, and the more negativity teachers receive from parents, the harder it becomes to recruit the best and the brightest out of colleges.
So, what can we do to stem the tide? What do teachers really need parents to understand?
For starters, we are educators, not nannies. We are educated professionals who work with kids every day and often see your child in a different light than you do. If we give you advice, don't fight it. Take it, and digest it in the same way you would consider advice from a doctor or lawyer. I have become used to some parents who just don't want to hear anything negative about their child, but sometimes if you're willing to take early warning advice to heart, it can help you head off an issue that could become much greater in the future.
Trust us. At times when I tell parents that their child has been a behavior problem, I can almost see the hairs rise on their backs. They are ready to fight and defend their child, and it is exhausting. One of my biggest pet peeves is when I tell a mom something her son did and she turns, looks at him and asks, "Is that true?" Well, of course it's true. I just told you. And please don't ask whether a classmate can confirm what happened or whether another teacher might have been present. It only demeans teachers and weakens the partnership between teacher and parent.
Please quit with all the excuses
And if you really want to help your children be successful, stop making excuses for them. I was talking with a parent and her son about his summer reading assignments. He told me he hadn't started, and I let him know I was extremely disappointed because school starts in two weeks.
His mother chimed in and told me that it had been a horrible summer for them because of family issues they'd been through in July. I said I was so sorry, but I couldn't help but point out that the assignments were given in May. She quickly added that she was allowing her child some "fun time" during the summer before getting back to work in July and that it wasn't his fault the work wasn't complete.
Can you feel my pain?
Some parents will make excuses regardless of the situation, and they are raising children who will grow into adults who turn toward excuses and do not create a strong work ethic. If you don't want your child to end up 25 and jobless, sitting on your couch eating potato chips, then stop making excuses for why they aren't succeeding. Instead, focus on finding solutions.
Parents, be a partner instead of a prosecutor
And parents, you know, it's OK for your child to get in trouble sometimes. It builds character and teaches life lessons. As teachers, we are vexed by those parents who stand in the way of those lessons; we call them helicopter parents because they want to swoop in and save their child every time something goes wrong. If we give a child a 79 on a project, then that is what the child deserves. Don't set up a time to meet with me to negotiate extra credit for an 80. It's a 79, regardless of whether you think it should be a B+.
This one may be hard to accept, but you shouldn't assume that because your child makes straight A's that he/she is getting a good education. The truth is, a lot of times it's the bad teachers who give the easiest grades, because they know by giving good grades everyone will leave them alone. Parents will say, "My child has a great teacher! He made all A's this year!"
Wow. Come on now. In all honesty, it's usually the best teachers who are giving the lowest grades, because they are raising expectations. Yet, when your children receive low scores you want to complain and head to the principal's office.
Please, take a step back and get a good look at the landscape. Before you challenge those low grades you feel the teacher has "given" your child, you might need to realize your child "earned" those grades and that the teacher you are complaining about is actually the one that is providing the best education.
Teachers walking on eggshells
I feel so sorry for administrators and teachers these days whose hands are completely tied. In many ways, we live in fear of what will happen next. We walk on eggshells in a watered-down education system where teachers lack the courage to be honest and speak their minds. If they make a slight mistake, it can become a major disaster.
My mom just told me a child at a local school wrote on his face with a permanent marker. The teacher tried to get it off with a wash cloth, and it left a red mark on the side of his face. The parent called the media, and the teacher lost her job. My mom, my very own mother, said, "Can you believe that woman did that?"
I felt hit in the gut. I honestly would have probably tried to get the mark off as well. To think that we might lose our jobs over something so minor is scary. Why would anyone want to enter our profession? If our teachers continue to feel threatened and scared, you will rob our schools of our best and handcuff our efforts to recruit tomorrow's outstanding educators.
If your child said something happened in the classroom that concerns you, ask to meet with the teacher and approach the situation by saying, "I wanted to let you know something my child said took place in your class, because I know that children can exaggerate and that there are always two sides to every story. I was hoping you could shed some light for me." If you aren't happy with the result, then take your concerns to the principal, but above all else, never talk negatively about a teacher in front of your child. If he knows you don't respect her, he won't either, and that will lead to a whole host of new problems.
We know you love your children. We love them, too. We just ask -- and beg of you -- to trust us, support us and work with the system, not against it. We need you to have our backs, and we need you to give us the respect we deserve. Lift us up and make us feel appreciated, and we will work even harder to give your child the best education possible.
That's a teacher's promise, from me to you.